Destaque do Bahia, serrolandense Gadu fala sobre início da carreira e sonho de Seleção

Com apenas 22 anos, a serrolandense Evelyn Monteiro Pessoa Feitoza, mais conhecida como Gadu, ou Gadugol para a torcida do Bahia, vem se destacando com a camisa do tricolor na atual edição do Campeonato Baiano feminino. A atacante já balançou as redes 19 vezes em apenas sete partidas disputadas.

Em contato com a equipe de esportes do Varela Notícias, a atleta comentou sobre a infância em São Paulo, a mudança para a Bahia, início da carreira no Vitória, e o sonho de um dia vestir a camisa da Seleção Brasileira.

A paixão pelo futebol começou logo aos cinco anos, quando brincava com seus primos e amigos na capital paulista. Segundo a atleta, aos 11 anos ela se mudou para a Bahia e teve uma breve formação na escolinha Primeiro Passo, em Serrolândia, onde passou cerca de quatro anos. “Após sair da escolinha, entrei na seleção de Serrolândia, participando de campeonatos femininos da região”, disse.

Aos 20 anos, Gadu veio a Salvador fazer um teste no Leão e foi aprovada. Lá foi campeã baiana, vice-campeã do Campeonato Brasileiro A-2 e terceiro lugar na Copa do Nordeste, em 2018. “É uma sensação sem explicação, ver um sonho de infância sendo realizado, não tenho palavras pra descrever”, revelou a jogadora sobre o início no futebol profissional.

Em meados do último mês de agosto, o Bahia anunciou o fim da parceria com o Lusaca, que foi iniciada em novembro de 2018, e confirmou que gerenciaria o seu time feminino sozinho. Já em setembro, a diretoria do Esquadrão foi em busca de novas peças para a disputa do Campeonato Baiano. Gadu foi uma delas. A atleta fechou um contrato com duração de um ano com o clube.

Fã assumida de Erika e Marta, a atacante tricolor comentou sobre a força da Seleção Brasileira, e salientou a importância da luta pelo futebol feminino.

“Mesmo após a eliminação na Copa elas conseguiram mostrar o lindo futebol que o feminino tem. Acho que estão no caminho certo, a treinadora Pia Sundhage chegou bem e vem mostrando uma forma de trabalho que tem se encaixado bem no atual elenco. Sou fã de Erika, Marta, e outras que lutaram e continuam na luta pelo futebol feminino. Creio que qualquer atleta ou jogador sonhe com essa oportunidade de representar seu país, tenho isso como uma meta de vida”, revelou.

Questionada sobre a atual situação do futebol feminino no Brasil, Gadu explicou que embora tenha melhorado muito o preconceito e a visibilidade, o “velho continente” ainda é um atrativo para todas as atletas. “Jogar na Europa vem sim sendo algo muito desejado, principalmente no futebol feminino… É uma experiência a mais, tanto para o currículo quanto dentro de campo”, contou ao VN.

Classificado para a final do Campeonato Baiano 2019 com 100% de aproveitamento. O Tricolor de Aço tem um retrospecto de sete triunfos em sete jogos, além de 36 gols marcados e nenhum sofrido.

“Temos uma ótima equipe, da comissão a atletas, estamos bastante focadas e todos em busca de um só objetivo que é ser campeão, estamos conseguindo colocar em prática tudo que vínhamos trabalhando durante a temporada e de degrau a degrau chegamos na tão sonhada final, ainda não acabou mas estou bastante confiante por estarmos em um nível e sem deixar cair desde o início da competição”, disse.

No entanto, uma partida da bela campanha do Bahia no Baianão 2019 parece ter marcado a carreira da atacante. A equipe bateu o Ubaíra nas oitavas de final com uma goleada elástica de 19 a 0. Brenda e Ellen marcaram duas vezes, enquanto Milena, Kaylane, Luana, Anny, Dan e Maranhão fizeram um tento cada, no entanto, o destaque da partida foi a atacante Gadu, que balançou as redes rivais nove vezes.

“Tivemos uma ótima atuação e com a ajuda das meninas pude abrir uma grande vantagem na artilharia. Tudo isso ocorreu por estarmos sempre focadas e buscando pôr em prática tudo que sabemos e aprendemos na preparação”, afirmou.

Esquadrão entra em campo pela final do Campeonato Baiano feminino diante do Juventude, a partir das 15h (horário de Brasília) deste domingo (24), no Estádio Joaquim Xavier, na Cidade de Belo Campo. A partida de volta acontece no dia 30 de novembro, um sábado, a partir das 15h15, no Estádio de Pituaçu, em Salvador.

“Tirando o nervosismo, estou bastante confiante. Aquele frio na barriga, aquela sensação que tenho em todos os jogos, por ser final, está multiplicada. Mas como comentei, confio na nossa equipe e tem tudo pra dar certo”, concluiu Gadu.

 

 

Fonte: Varela Notícias