Mairi: População realiza ato em protesto ao fechamento do Banco do Brasil

Agricultores, comerciantes, funcionários públicos e políticos com militância no município de Mairi participaram de um ato em frente ao Banco do Brasil na manhã desta sexta-feira, 11, visando chamar atenção das autoridades pela importância da agência e evitar seu fechamento.

Uma das integrantes da comissão que está organizando o ato, Normeide Alves, funcionária aposentada e por 25 anos trabalhou na agência, falou ao CN que já esteve juntamente com outras pessoas na Superintendência do Banco do Brasil, mas há uma resistência em reabrir em consequência dos estragos provocados pela explosão que ocorreu no dia 24 de abril de 2017, comprometendo a estrutura do prédio.

Segundo Normeide, desde que aconteceu sinistro com explosivos, o banco não foi reformado e presta atendimento contingenciado e deve em breve, anunciar seu fechamento em definitivo, assim como fez com o Banco do Brasil de Várzea da Roça, distante 11 km de Mairi que já teve suas atividades encerradas, transferindo todos seus clientes para agência de Capim Grosso há 45 km de Mairi e 34 km de Várzea da Roça, causando transtornos aos seus clientes e prejudicando sensivelmente à economia local, com o encerramento de suas atividades no município vizinho.

Com o provável fechamento, os clientes do BB de Mairi, atuando a 42 anos no município, e fomentando seu desenvolvimento, terão suas contas transferidas para Baixa Grande, 31 km, Capim Grosso, 45 km e Serrolândia a 44 km, ou seja, “as agências do BB mais próximas de Mairi”, lembrou.

“Situados na Bacia do Jacuípe, os municípios de Mairi e Várzea da Roça, com a população estimada em 34 mil habitantes (20 mil Mairi e 14 mil em Várzea da Roça) ficarão sem atendimento do Banco do Brasil”, lamentou aposentada do BB.

Recentemente a comissão que organiza o ato, lançou uma nota que diz entender o tratamento diferenciado, haja vista, o município de Serrolândia, população estimada em 12 mil habitantes, que passou pelos mesmos eventos, já tem sua reforma autorizada e em andamento, e a continuidade dos serviços prestados devidamente garantidos à sua população, como deve ser, localizado em sede própria e bem estruturado, ao contrário de agências vizinhas , como Capim Grosso e Baixa Grande, aonde os imóveis são alugados, o BB de Mairi não pode ser fechado e seu atendimento negado à população. “A sociedade mairiense, não aceita esta decisão, tendo em vista, o impacto social e econômico, que causarão ao município, desprezado pela direção do Banco do Brasil”, diz a nota.

A mesma relatou que durante as reuniões que ocorreram na Superintendência do banco em Salvador (BA), foram solicitadas algumas condições para que agência fosse reaberta a exemplo da Parceria com a Prefeitura Municipal de Mairi, que mantém à sua FOPAG (folha de pagamento) até presente data, reforço do efetivo policial no município, com aumento do quadro de policiais militares, e manutenção de base para a polícia especializada da CIPE, criação e Instalação do CONSEG – Conselho Municipal de Segurança, com envolvimento da sociedade civil organizada, restrição de acesso a veículos a área bancaria, efetuada pela Prefeitura Municipal, criação de Leis Municipal, determinando que hotéis e pousadas cadastrem seus hóspedes, proibindo o uso de capacetes em instituições financeiras, implantação de sistema de videomonitoramento em andamento e criação de guarda municipal, além de uma campanhas de sensibilização da comunidade e comerciantes, para uso do dinheiro plástico (cartão).

A aposentada, que tem realizado trabalhos junto à organização da sociedade civil lembrou que o fechamento trará desemprego dos vigilantes, limpeza e outros funcionários, assim como, descontinuidade do Programa AABB Comunidade, que emprega oito funcionários em parceira com a Prefeitura Municipal, e que existe há 17 anos e fechamento da AABB, o único clube social em atividade na cidade.

“É preocupante também para a economia local e da região com o desatendimento à população, severa redução na oferta de crédito, às pessoas físicas e jurídicas, e principalmente agricultura familiar (pronaf) e investimentos rurais, aonde o BB tem forte atuação no município, temos certeza da viabilidade econômico-financeira do banco em nossa cidade e região, repudiamos o fechamento de uma agência que há 42 anos fomenta o desenvolvimento do nosso município e região”, concluiu Normeide Alves.

 

 

Fonte: CN

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