PF diz que navio Bouboulina da empresa Delta Tankers é responsável pelo vazamento de óleo

A Polícia Federal afirmou ao juiz federal Francisco Eduardo Guimarães Farias, da 14ª Vara Federal em Natal (RN), que o navio mercante Bouboulina, de bandeira grega e propriedade da empresa Delta Tankers, é o responsável pelo petróleo vazado em praias do Nordeste.

Na decisão, o magistrado determina busca e apreensão na Lachmann Agência Marítima, que foi agente da Delta Tankers no Brasil. Outra empresa foi também alvo dos procedimentos autorizados pelo juiz, a Witt O Brien’s. Ambas as firmas ficam no centro do Rio de Janeiro.

Mais cedo, a PF deu início a uma operação a fim de apurar a origem do vazamento de óleo que atinge mais de 250 pontos do litoral no Nordeste brasileiro. De acordo com a PF, a localização da mancha inicial de petróleo cru, encontrado a aproximadamente 700 quilômetros da costa brasileira, permitiu a identificação de um único navio petroleiro que teria navegado pela área suspeita entre os dias 28 e 29 de julho.

O Ministério Público Federal (MPF) relatou que no inquérito policial constam imagens de satélite que partiram das praias atingidas até o ponto de origem da mancha. O parecer de detecção de manchas de óleo indicou uma mancha original e fragmentos se movendo em direção ao Brasil.

Com informações da Marinha, a Diretoria de Inteligência Policial da PF concluiu que "não há indicação de outro navio (.) que poderia ter vazado ou despejado óleo, proveniente da Venezuela". Ainda de acordo com a Marinha, esse mesmo navio ficou detido nos Estados Unidos por quatro dias, devido a "incorreções de procedimentos operacionais no sistema de separação de água e óleo para descarga no mar".

A suspeita é de que o derramamento de óleo tenha ocorrido entre 28 e 29 de julho. Com isso, foi identificado um único navio petroleiro que navegou pelo local, de bandeira grega. A embarcação atracou na Venezuela em 15 de julho, permaneceu por três dias, e seguiu rumo a Singapura, pelo oceano Atlântico.

 

 

Fonte: Métropoles