Capim Grosso: vereadores realizam debates sobre fiscalização

Na noite desta segunda-feira, 22, aconteceu mais uma sessão na Câmara de Vereadores, onde os vereadores aproveitaram a oportunidade para cobrarem mais agilidade da administração pública. Os edis comentaram que irão fiscalizar sobre contratos de advocatícios e procurar a gestão para esclarecimentos.

Palavra do Presidente – Bruno Vitor disse que tem a chamada “casa do juiz” e está sendo devolvida para a prefeitura e é de interesse da gestora tornar o local para uma base de pessoas com limitações e crianças especiais. Lembrou que quando era coordenador de endemias existiam dezessete Agentes de Saúde contratados e as pessoas na rua falavam que não iria fazer o concurso da época, pois, só iriam passar quem já estava trabalhando, e das dezessete apenas uma passou. Entrou com pedidos de veículos para transportar o homem do campo na hora da necessidade. Comentou que em Mandassaia e Colônia foram construídas unidades Básicas de Saúde. “Repasses serão cortados e vai atingir os interiores”, avisou. “O advogado Jaime é uma empresa. A gestora tem que olhar mais para os advogados da cidade, não é deixar de fazer o contrato com a empresa, Tiancles e Rafael é o nome da empresa, o Tiancles não atende em Capim Grosso, mas a empresa sim.”, esclareceu. “A oposição faz um belo trabalho de fiscalização, mas não só a oposição, todos fazem esse trabalho”, informou. Parabenizou Ivanildo Fuba, “que vem fazendo um trabalho com comprometimento e esse funcionário é digno de representar a Secretaria”. “O secretário que atender mal a população, essa casa não vai parar de cobrar até que entregue a pasta”, relatou.

Lucas Maciel comentou que a ineficiência do serviço público é natural Brasil a fora, e porque isso acontece? Ou por corrupção ou por mal gestão. “Nós como vereadores verificamos no Diário Oficial do Município na última quinta-feira e esperamos que o Executivo venha entender que não é necessário o que foi encontrado no diário”. “Quatro contratos de escritório de advocacias, quase meio milhão de reais por ano”, disse. “O município existe quatro procuradores municipais, que passaram no concurso público, nos quatro anos o custo será de 1 milhão e 600 mil reais e se continuar assim as ruas não serão calçadas, só a empresa de Jayme Crus leva mais de 100 mil reais”, completou. “É por causa desses contratos que não chegam especialidades médicas e outras coisas, o dinheiro escorre pelo ralo, e população acaba sofrendo”, declarou. “Se administrar para o grupo o povo vai sofrer, mas se administrar para todos, Capim Grosso só tem a crescer”, finalizou.

 

Jefferson Ferreira comentou que é preciso trabalhar com sinergia e todos os públicos possam contribuir para um bem maior, esse cooperativismo de todos, e estamos representando a comunidade, que faz o seu papel no momento que escuta e acompanha via Facebook. O comprometimento do capital intelectual do município e se não houver um objetivo comum, infelizmente não obtém um êxito. Informou que em todos os setores é preciso pessoas qualificadas. Pediu apoio para aprovação do Projeto de Lei Nº139/2017, que dá a proteção ao Umbuzeiros no município.

 

 Nanal Vilas Boas pediu moção de pesar pela morte de Edvaldo Oliveira de Queiroz, pelos grandes serviços deixados e que veio a falecer. Projeto de incentivo aos artistas de Capim Grosso, especificamente artistas de show, onde o município precisa dá 33% de oportunidade aos artistas da terra. Informou que a maior parte são realmente de artistas da terra, mas tornando isso Lei Municipal vai fazer com que o gestor cumpra. Elogiou o campeonato sub 14 de futebol promovido pela nova diretoria da Liga de Esportiva. Comparou como a cidade é rica em criatividade, sendo um município talentoso, buscando os números e relação do PIB cada ano que passa vai em uma crescente, estando entre 100 municípios de maiores produtividades, e a nível nacional ficou antes de 1600. Os serviços de saúde, habitação e limpeza pública estão indo bem, mas isso é pouco pela grandeza da cidade. Lembrou sobre a denúncia referente ao contrato de advogados de Geraldo Lessa que é necessário fiscalizar.

Gilberto Alves falou da importância de seu requerimento, pedindo uma ambulância para o povoado do Peixe, pois é de muita necessidade, existindo um carro locado, mas que muitas vezes vai para Feira de Santana e Jacobina e o povoado fica descoberto. Pediu também uma ambulância para o Distrito de Pedras Altas, Parabenizou às participantes do povoado do Peixe que ficaram em primeiro e segundo lugar do concurso da Garota 09 de Maio.

 

 Nem da Pastoral pediu a construção de uma rampa de acessibilidade para pessoas com limitações físicas, e tem pontos na Avenida ACM que precisam ser abertos. Antes do Naep era dificuldade para levar as pessoas para a APAE em Jacobina. Pediu que os edis possam fazer uma visita e conhecer o local e os profissionais que trabalham como os psicólogos e professoras capacitadas. Garantiu que vai entrar com requerimento para que as salas sejam todas climatizadas “e vou fiscalizar”. Pediu que seja atendido pela gestora para que possa da atenção essas pessoas especiais.

 

 Samoel Moto Taxi comentou que Capim Grosso foi surpreendido por uma seletiva que trouxe desconforto e pouco tempo saiu o resultado que não está sendo aceito por muitas pessoas, “realmente tem alguns resultados que já eram esperados”, disse. Comentou que não entende de qual forma foi analisada os títulos, e um formador de condutores tira nota zero, “o correto seria a convocação da comissão da seletiva para explicar à população” e caso for encontrado irregularidades vai entrar no Ministério Público, “basta de corrupção e Lava Jato e achar que no município não está acontecendo coisa errada”, adiantou. Apresentou mais um contrato que, segundo ele, talvez seja mais vergonhoso do que o que foi apresentado, pois está publicado Tiancles Araújo e Rafael, 81 mil reais em seis meses, e foram advogados na gestão passada, “Tiancles hoje é prefeito de Castro Alves e leva o dinheiro daqui, quem contrata é Lydia Fontoura Pinheiro, prefeita”, anunciou. Falou ainda que muitas vezes a melhoria não chega no povoado e o Raio X está quebrado há 15 dias, a quadra do Jardim Araújo sem energia, por conta desses gastos exorbitantes. “Os vereadores precisam combater isso, é preciso ter coragem”, disse. Informou que em entrevista a prefeita prometeu calçar uma rua por mês, mas se continuar com isso de gerar despesa não vai fazer. “Pedimos ajuda ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas para o que está acontecendo no nosso município, repudiou os advogados que estão levando o dinheiro e serão apresentados no ministério público.

Jamber Dantas disse que os vereadores da situação também fiscalizam, nem só as obras do município, mas também os contratos, e o de Jaime Cruz é especialista na área de tributos e presta serviço em Capim Grosso. Se colocou à disposição para juntos tiraram a limpo todos esses contratos. “É um escritório bem renomado e os vereadores vão analisar de perto, junto ao parecer do TC”, adiantou. Comentou que esteve no povoado de Pedras Altas e pediu mais atenção ao Poder Executivo e Secretaria de Saúde, com atuação de mais médicos na localidade e o médico do PSF vem fazendo poucos atendimentos, insuficiente para a demanda da comunidade, então que a administração resolva o problema. Pediu ainda que a prefeita conversar com funcionários públicos que não são donos de seus setores e precisa atender o povo de forma decente e correta. Informou que quando a prefeitura acerta é necessário elogiar e o setor de Obras e Urbanismo, em relação à iluminação na zona rural de Capim Grosso vem melhorando, assim como patrolagem em toda zona rural. Alertou a prefeitura sobre a necessidade de um canil público, pois animais vêm causando problemas sérios tanto de saúde como perigo para crianças.

Jó Queiroz disse que esteve em Água Nova e o forro do Posto de Saúde teria caído. Sobre os contratos falou serem absurdos e ninguém disse que era irregular, mas levam do município 343 mil reais por ano. Fabricio Bastos e Advogados levam 110 mil e 400 reais. Daniel Novais, 43 mil reais por ano da prefeitura. “Não tem dinheiro para a área de saúde, na época da seca não tem dinheiro para contratar carros pipas para abastecer a zona rural, mas tem quatro contratos, dois deles com a mesma finalidade e a prefeita tem que acordar e saber que quem manda é ela, 343 mil reais por ano que levam, dava para fazer muitas coisas” concluiu.

 

Antonio Martinho comentou sobre a limpeza das aguadas públicas e que a pá carregadeira está terminando um aterro, mas a programação está marcada para esta terça-feira voltar a concluir os serviços. Lembrou que as casas de Várzea Suja já foram inauguradas e o MPA está de parabéns com o PNHE. Pediu que a gestão municipal encaminhe um Projeto de Lei direcionado para as Unidades Básicas de Saúde, para que partes dos recursos sejam rateados entre os funcionários, pois no programa PMAQ a avaliação do Ministério é que o município consegue adquirir recurso de incentivo a profissionais e reformas e que seja direcionado para as mulheres e homens que ajudam o município. Disse que a função é fiscalizar, porém uma candidata procurou representantes da Secretaria de Educação, e ao questionar, foi perguntada quem era o seu vereador, ao responder, obteve outra resposta, de que o vereador era fraquinho e não conseguiria resolver o problema dela. “A minha família não me ensinou, a igreja que sempre participo não me ensinou a trilhar por esses caminhos, eu sou honesto”, concluiu.

 

ASCOM: Câmara de Vereadores de Capim Grosso

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