O capimgrossense Antonio Henrique dos Santos Almeida, de 26 anos, está atuando na defesa da Ucrânia na guerra contra a Rússia. No entanto, não é a primeira vez que o fuzileiro enfrenta um conflito armado. Em 2018, Henrique esteve no Oriente Médio, onde participou de ações em apoio ao exército iraquiano.

“Eu decidi vir lutar pela Ucrânia porque acredito no direito de um povo defender sua soberania. Quando vi cidades sendo bombardeadas, famílias sendo obrigadas a deixar suas casas e a destruição de infraestrutura civil, senti que não podia ficar indiferente. Não é uma decisão simples. Envolve riscos, medo e saudade da família, mas é uma escolha baseada em valores”, afirmou.

O conflito entre Ucrânia e Rússia se intensificou em 2014, quando a Rússia anexou a Crimeia, região que pertencia à Ucrânia, após um período de instabilidade política no país. Desde então, o leste ucraniano passou a registrar confrontos frequentes entre forças do governo e grupos separatistas apoiados pela Rússia.
Em entrevista à nossa equipe — em parceria entre a Contorno FM e o FR Notícias — Henrique relembrou que, em 24 de fevereiro de 2022, o mundo foi surpreendido pela invasão em larga escala da Ucrânia pelas forças russas. O governo do presidente Vladimir Putin justificou a ação com argumentos relacionados à segurança e à expansão da OTAN. Já para a Ucrânia e grande parte da comunidade internacional, o ato foi considerado uma violação da soberania de um país independente.
Segundo o fuzileiro, do lado ucraniano, sob a liderança do presidente Volodymyr Zelenskyy, houve uma grande mobilização popular. Milhares de civis se voluntariaram para defender o país. O conflito passou a ser visto não apenas como uma disputa territorial, mas como uma luta pela liberdade, pela identidade nacional e pelo direito de decidir o próprio futuro.
“Aqui, eu vejo de perto o impacto da guerra: a solidariedade entre as pessoas, a resistência de quem perdeu tudo e, mesmo assim, continua lutando. Não estou aqui por política partidária, mas por princípios. Acredito que nenhum país deve impor sua vontade pela força sobre outro”, pontuou.
Henrique destacou ainda que a guerra vai além da disputa por territórios. “É sobre o direito de existir como nação independente. E, enquanto houver pessoas dispostas a defender isso, a Ucrânia continuará resistindo”, concluiu.
Por: Herick Rios
RedaçãoFr/por Herick Rios/Contorno FM

