Criar animais silvestres em casa vai muito além de uma questão ambiental. Segundo o Ibama, essa prática representa riscos reais à saúde humana, já que muitos desses animais podem transmitir doenças zoonóticas, além de reagirem com agressividade ao estresse do cativeiro.

O problema é que espécies silvestres não são adaptadas à convivência doméstica. Quando retiradas da natureza, elas ficam mais vulneráveis a infecções, alterações de comportamento e sofrimento físico. Para quem convive com esses animais, o contato próximo também pode favorecer a transmissão de bactérias, vírus e parasitas.
1 – Tartarugas e jabutis
Apesar de parecerem inofensivos, esses animais podem transmitir bactérias como a salmonella. Em cativeiro doméstico, também costumam sofrer com alimentação inadequada e falta de espaço, o que reduz drasticamente sua expectativa de vida.
2 – Pássaros silvestres
Papagaios, araras e outros pássaros silvestres são altamente sensíveis ao confinamento. Além do risco de doenças respiratórias e parasitárias, o aprisionamento causa estresse intenso e altera o comportamento natural das aves.
3 – Macacos
Saguis e macacos-prego são um dos maiores riscos à saúde. Eles podem transmitir doenças graves aos humanos e também adoecer com facilidade ao viver fora do habitat natural, desenvolvendo agressividade e distúrbios comportamentais.
4 – Répteis
Cobras e lagartos exigem controle rigoroso de temperatura e umidade. Sem isso, adoecem rapidamente. Além disso, o contato pode resultar em mordidas, envenenamentos e infecções bacterianas.
5 – Peixes silvestres
A retirada de peixes da natureza prejudica ecossistemas inteiros. Em aquários domésticos, a falta de manejo adequado favorece doenças, morte precoce dos animais e desequilíbrios ambientais.
Fonte: Ellie Sasi

