A demência é frequentemente associada apenas à genética, mas novos dados sugerem que o cenário é bem mais amplo. Metade dos casos pode ser evitada com ajustes simples no comportamento e nos cuidados com a saúde básica.

Pesquisadores suecos investigaram como elementos do cotidiano, como o sono e a alimentação, influenciam a saúde cerebral. O resultado aponta que temos muito mais controle sobre nosso futuro cognitivo do que imaginávamos antes.
O termo demência se refere a doenças neurodegenerativas que causam o declínio progressivo da memória, raciocínio, comportamento e autonomia, afetando a qualidade de vida.
Diabetes e o perigo das proteínas nocivas
Quanto ao diabetes, os cientistas notaram que a doença acelera o acúmulo de beta-amiloide no tecido cerebral. Essa proteína forma placas que prejudicam a comunicação entre os neurônios, facilitando o surgimento do Alzheimer.
Além do mais, a resistência à insulina prejudica a limpeza dessa proteína, resultando em placas nocivas que caracterizam o quadro clínico. Por isso, manter o açúcar no sangue sob controle é vital para a proteção mental.
Contudo, o estudo também trouxe um alerta sobre o peso corporal em idosos, algo que muitos desconheciam. Um índice de massa corporal muito baixo pode ser um sinal silencioso de que o cérebro está sofrendo atrofia precoce.
Escolaridade e estresse na vida adulta
A baixa escolaridade também surgiu como um risco relevante na análise sueca feita com centenas de voluntários. Isso ocorre, provavelmente, devido aos níveis mais altos de estresse enfrentados por quem possui menos recursos.
De forma semelhante, o menor acesso a cuidados médicos preventivos durante a vida adulta contribui para o problema. Portanto, a educação e a informação são ferramentas poderosas para manter a mente saudável por mais tempo.
Nesse sentido, os pesquisadores observaram que pessoas que vivem sozinhas ou têm depressão também precisam de atenção. O isolamento social e a saúde emocional debilitada impactam diretamente na resistência das células cerebrais.
O que fazer para evitar demência precoce?
- Monitorar peso é essencial para identificar alterações neurodegenerativas precoces.
- Estar atento às mudanças sutis no corpo pode salvar a autonomia de uma pessoa no futuro próximo.
- Praticar atividades intelectuais e o convívio social ajudam a criar uma reserva cognitiva importante. Assim, o cérebro consegue lidar melhor com o desgaste natural causado pelo passar dos anos e do avanço da idade.
- Adotar uma dieta equilibrada e dormir bem são pilares que não podem ser ignorados por ninguém. Essas atitudes simples formam uma barreira protetora contra as lesões que levam à perda progressiva da memória.
Fonte: Correio


