Uma ambulância da Prefeitura de Itororó, no sul da Bahia, foi apreendida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na quarta-feira (4), na BR-101, no trecho do distrito de Humildes, em Feira de Santana.

O veículo transportava um paciente idoso em pós-operatório de uma cirurgia vascular. Após a apreensão, o filho do homem afirmou que o pai precisou aguardar a chegada de outra ambulância deitado no chão, ao lado de um restaurante.
Em um vídeo que circula nas redes sociais, o filho relata que o idoso havia recebido alta médica em Salvador e seguia para Itororó quando ocorreu a abordagem. Ele critica a situação e a demora na substituição do veículo.
Em nota, a Prefeitura de Itororó, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, confirmou que a ambulância foi interceptada pela PRF por problemas documentais. A gestão, no entanto, afirmou que o paciente “foi devidamente amparado” e que, em nenhum momento, ficou desassistido.
Segundo a prefeitura, a continuidade da viagem foi garantida com o fretamento de um veículo local, e o idoso já se encontra em casa. A administração municipal também informou que as irregularidades são decorrentes de pendências acumuladas entre 2021 e 2024, herdadas da gestão anterior, e que a falta de uma transição adequada tem dificultado a regularização da frota.
A prefeitura acrescentou que está adotando medidas para corrigir as falhas e evitar novos episódios semelhantes.
Já a PRF informou que a abordagem ocorreu na unidade operacional de Humildes e que o licenciamento da ambulância estava vencido desde 2021. Além disso, o motorista não possuía o curso obrigatório para condução de veículos de emergência.
A corporação afirmou que, durante o procedimento de fiscalização, o paciente permaneceu dentro da ambulância, estacionada no posto da PRF, aguardando a chegada de outro veículo, o que teria levado cerca de 40 minutos.
De acordo com a PRF, não houve interrupção nem prejuízo ao atendimento, e as imagens que mostram o paciente deitado no chão teriam sido gravadas em local e momento diferentes, após a fiscalização. A instituição reforçou que as ações de fiscalização priorizam a preservação da vida, com respeito aos direitos humanos e à dignidade das pessoas.
Fonte: G1 Bahia

