O mercado do boi gordo iniciou o ano de 2026 em clima de estabilidade. Pelo terceiro levantamento consecutivo, o preço da arroba do boi permanece em R$ 310, conforme dados divulgados nesta semana pela Cooperfeira. O cenário confirma a expectativa do setor para o início do ano, sem a ocorrência de fatos novos capazes de provocar oscilações significativas nos preços.

Segundo análises do mercado, este período é tradicionalmente marcado por menor volatilidade, com equilíbrio entre oferta e demanda. Apesar da acomodação nos valores, o ambiente segue considerado positivo, impulsionado principalmente pelo bom nível de consumo, que sustenta os preços mesmo após o pico registrado no final de 2025.
No encerramento do ano passado, a arroba chegou a atingir valores próximos de R$ 330, e a redução observada nas primeiras semanas de 2026 é avaliada como um ajuste natural, comum no período pós-festas, quando há maior oferta de animais prontos para o abate.
Na região da Bacia do Jacuípe, o comportamento do mercado acompanha o cenário estadual. Em municípios como Capim Grosso, São José do Jacuípe, Quixabeira e Gavião, o boi gordo vem sendo comercializado, em média, entre R$ 300 e R$ 310, variando de acordo com o padrão e a qualidade do animal.
Produtores locais relatam que, mesmo com a estabilidade nos preços, o mercado segue aquecido, garantindo fluxo de negociações e mantendo a arroba em patamar considerado satisfatório para o início do ano. A expectativa é de que, nas próximas semanas, o setor continue operando dentro dessa faixa de preços, enquanto aguarda possíveis movimentações relacionadas ao consumo interno e ao mercado externo.
Especialistas apontam que, caso não ocorram fatores climáticos ou econômicos inesperados, a tendência é de manutenção desse equilíbrio no curto prazo. Esse cenário, no entanto, só deve sofrer alterações mais significativas a partir de uma mudança drástica nas condições climáticas, como períodos prolongados de seca ou excesso de chuvas, que podem impactar diretamente a oferta de animais, os custos de produção e, consequentemente, os preços praticados ao longo de 2026.
Redação Fr Notícias /com informações Acorda Cidade

