O estudante palmeirense Yago Batista Nogueira, de 17 anos, percorreu 4 quilômetros ajoelhado até a escola onde estuda, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia.

A atitude teve uma explicação: católico, Yago havia prometido a Nossa Senhora da Conceição Aparecida que cumpriria a penitência caso o Palmeiras conseguisse reverter a derrota por 3 a 0 para a LDU, no Equador, e garantisse a classificação para a final da Copa Libertadores.
Na noite de quinta-feira (31), o time alviverde venceu os equatorianos por 4 a 0, conquistando a vaga na decisão. Cumprindo a promessa, Yago vestiu a camisa do Palmeiras, colocou joelheiras e saiu de casa às 4h30 da manhã. Após quase cinco horas de caminhada de fé e resistência, chegou à Escola Monteiro Lobato por volta das 9h, sendo aplaudido por colegas e professores.
“Não ia ajoelhar por time nenhum. Fiz pela fé, por Nossa Senhora”, contou Yago.
Em entrevista ao g1, o estudante relatou que, mesmo com o uso das joelheiras, os joelhos ficaram inchados e cobertos por bolhas, que acabaram estourando. Apesar da dor, ele garante que não se arrependeu.
“Valeu a pena. Mesmo com a dor, meu coração está em paz.”
Durante o trajeto, Yago ganhou a companhia inesperada de um cachorro, que o seguiu até a escola. A presença do animal chamou a atenção e emocionou quem acompanhou a cena.

O Palmeiras enfrentará o Flamengo na final da Libertadores, marcada para 29 de novembro, em Lima, no Peru. As equipes já decidiram o título em 2021, quando o time paulista ficou com a taça.
Confiante em mais uma vitória, Yago revelou que já fez outra promessa caso o Palmeiras conquiste o tetracampeonato, mas prefere manter o segredo até depois da decisão.
“Só revelo depois”, brincou.
“Para mim não tem outra: é Palmeiras. Se Deus quiser e Nossa Senhora interceder, o título vem.”
Inspiração familiar
Segundo Yago, a paixão pelo Palmeiras é herança de família. O pai, Manuel Batista Leal, gerente de fazenda, se tornou torcedor do alviverde quando trabalhou em São Paulo e transmitiu o amor pelo clube ao filho ainda na infância.
“É aquele negócio de pai para filho. Não teve jeito”, disse o pai, orgulhoso.
A devoção religiosa também veio de casa.
“Minha mãe sempre nos ensinou a pedir a intercessão de Nossa Senhora. Ela leva nossos pedidos a Deus”, completou Yago.
Fonte: G1 Bahia

