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    Bahia

    Estudante de escola pública do interior da BA é aprovada em 7 universidades norte-americanas

    Redação FR NotíciasRedação FR Notícias3 de janeiro de 20264 Minutos de Leitura
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    O sonho de estudar fora do Brasil começou de forma despretensiosa para a estudante baiana Maria Clara Dutra, de 19 anos. Ao assistir um vídeo sobre o processo de admissão em universidades americanas, ela descobriu um caminho que, até então, parecia inexistente em sua cidade.

    Estudante de escola pública do interior da Bahia é aprovada em 7 universidades norte-americanas — Foto: Rafaela Paixão/g1

    Anos depois, o que era apenas curiosidade, se transformou em realidade: Maria Clara embarca no dia 31 de janeiro para cursar Engenharia de Computação na Augustana University, na Dakota do Sul, após um processo seletivo longo, complexo e diferente do modelo brasileiro.

    Formada pelo Colégio Estadual de Tempo Integral Adinália Pereira de Araújo, localizado em Itarantim, no sudoeste da Bahia, ela concluiu o ensino médio em 2023 e foi aprovada em outras sete universidades americanas em 2025.

    A jovem também garantiu aprovações em instituições brasileiras como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), para Engenharia Mecânica, além da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), em Engenharia Aeronáutica.

    Ao g1, Maria Clara contou que a preparação para vestibulares no exterior começou no ensino fundamental e exigiu pesquisa, apoio da família e da escola, além de dedicação diária aos estudos.

    “Era uma coisa que eu nunca tinha visto na minha cidade ou na região. Era uma coisa muito distante para mim”, relembrou.

    A partir disso, ela passou a buscar informações, assistir a relatos de estudantes aprovados e assistir vídeos com relatos de quem já havia passado pela experiência.

    Ao longo do processo, Maria Clara se candidatou a diferentes cursos e foi aceita em áreas como Engenharia Aeroespacial, Engenharia Mecânica e Matemática, em universidades norte-americanas.

    No entanto, optou pela Engenharia de Computação, área com a qual mais se identifica e que, segundo ela, tem grande destaque nos Estados Unidos.

    “É um país muito forte nessa área, com muitas oportunidades em grandes empresas e centros de tecnologia”, explica.

    A estudante contou que, diferente do vestibular brasileiro, a seleção para universidades americanas leva em conta diversos critérios.

    Além das notas escolares a partir do 9º ano, Maria Clara precisou fazer o Scholastic Assessment Test (SAT), considerado o principal vestibular dos EUA, prova de proficiência em inglês, enviar cartas de recomendação de professores, listar atividades extracurriculares, prêmios, participação em olimpíadas e escrever redações pessoais explicando sua trajetória e objetivos. Também foi necessário apresentar documentos financeiros.

    A preparação acadêmica começou cerca de quatro anos antes da aplicação, com foco em boas notas, participação em olimpíadas de conhecimento e fortalecimento do currículo.

    Já o processo de candidatura em si levou aproximadamente um ano, período dedicado às provas, redações e envio da documentação.

    Apesar de ter sido aprovada em universidades brasileiras, Maria Clara decidiu não se matricular, pois o sonho de estudar fora já estava definido e sua rotina de estudos foi voltada, principalmente, para provas no exterior.

    Como precisava comprovar que é fluente em inglês, a estudante fez um curso preparatório específico para o Test of English as a Foreign Language (TOEFL), exame de proficiência em inglês. No entanto, para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), segundo ela, não houve uma preparação direcionada.

    Sobre a escolha pela Augustana University, ela relatou que levou em conta fatores como o curso oferecido, o estado ser considerado tranquilo e a instituição estar alinhada com seus valores religiosos.

    “A Augustana é uma faculdade cristã, e isso foi importante para mim, porque sou católica”, afirma.

    Outro ponto decisivo para ela escolher a universidade foi a bolsa de estudos, que cobre integralmente a anuidade do curso. As despesas com moradia, alimentação e material acadêmico ficarão sob responsabilidade da família da estudante.

    “Além da Augustana, recebi da Stetson University, na Flórida, e da Loyola University, na Louisiana, mas optei pela instituição da Dakota do Sul”, falou a baiana.

     

    G1 Bahia

    aprovada Bahiana estudante Universidades
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