Imagine estar sentado no sofá, assistindo televisão e, de repente, sentir como se o ar não chegasse aos pulmões. Ou subir dois lances de escada e sentir que o cansaço é maior do que deveria ser. Essas situações são descritas como dispneia — a famosa falta de ar.

Embora possa ter causas simples, a dispneia também pode ser um dos primeiros sinais de doenças graves. Ela é um dos sintomas mais comuns nos atendimentos de emergência, tanto em hospitais quanto em unidades móveis.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 1 em cada 3 consultas médicas em prontos-socorros envolve queixas de falta de ar. No Brasil, esse número é ainda mais relevante por causa da alta incidência de doenças respiratórias e cardíacas.
O que é a dispneia?
Dispneia é a sensação de respiração difícil, desconfortável ou insuficiente. Ela pode variar de um leve incômodo até a impossibilidade total de respirar sem ajuda.
É importante entender que a dispneia não é uma doença em si, mas sim um sintoma que pode estar associado a diferentes condições médicas:
· Pulmonares: asma, bronquite crônica, pneumonia, embolia pulmonar, câncer de pulmão, DPOC;
· Cardíacas: insuficiência cardíaca, infarto, arritmias, hipertensão pulmonar;
· Metabólicas: anemia, desidratação grave, acidose diabética;
· Psicológicas: crises de pânico ou ansiedade, que também podem gerar sensação real de falta de ar.
“A falta de ar pode ser apenas o corpo reagindo a um esforço, mas também pode significar uma emergência médica. A intensidade, a duração e os sinais associados ajudam a diferenciar uma coisa da outra” Dra. Diana Serra.
Sinais de alerta que exigem atenção imediata
Nem toda falta de ar é grave, mas alguns sinais indicam risco de vida:
· Falta de ar súbita, sem esforço físico;
· Dificuldade para falar frases completas;
· Dor ou aperto no peito;
· Lábios ou unhas arroxeados (cianose);
· Confusão mental ou sonolência;
· Suor frio, tontura ou desmaio;
· Chiado intenso ao respirar.
Nesses casos, não espere melhorar sozinho. Procure atendimento médico de urgência.
Como agir em caso de dispneia
1. Interrompa o esforço físico imediatamente.
2. Sente-se inclinado para frente, apoiando os braços em uma mesa ou joelhos (posição “do tripé”). Isso facilita a expansão do pulmão.
3. Use medicação prescrita (bombinha, oxigênio), mas nunca se automedique sem orientação médica.
4. Ligue para emergência sem demora:
– Associado Vitalmed: 2202-8888 | 3450-8888;
– Associe-se à Vitalmed: 2202-8686;
– Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU): 192;
– Corpo de Bombeiros: 193.
5. Mantenha a calma. O pânico pode piorar a sensação de sufocamento.
Como prevenir crises de falta de ar
· Exames regulares: quem tem doenças respiratórias ou cardíacas precisa de acompanhamento constante.
· Controle de doenças crônicas: hipertensão, diabetes e asma devem estar sempre sob controle.
· Vacinação em dia: gripe e pneumonia podem descompensar o quadro respiratório.
· Ambientes ventilados: evite fumaça, poeira e poluição.
· Exercícios supervisionados: fortalecem pulmões e coração.
· Parar de fumar: o tabagismo é o principal causador de doenças pulmonares graves.
“A dispneia é um sintoma que o corpo usa para pedir socorro. Quem aprende a ouvir esses sinais tem mais chance de se proteger e salvar vidas”, conclui a Dra. Diana.
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