A Justiça italiana, por meio do Tribunal de Roma, autorizou nesta quinta-feira (26) a extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL) ao Brasil. A decisão final, no entanto, caberá ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que poderá confirmar ou rejeitar a medida.

A defesa informou que pretende recorrer em até 15 dias, alegando irregularidades no processo. Caso a extradição seja mantida, Zambelli deverá retornar ao Brasil para cumprir pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal. Se houver negativa ou demora na decisão, ela pode ser libertada.
Zambelli está presa na Itália desde julho, após deixar o Brasil depois de ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela também foi condenada por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, o que resultou na perda do mandato.
A ex-parlamentar renunciou ao cargo em dezembro, sendo substituída pelo suplente Adilson Barroso (PL-SP).
Segundo a legislação italiana, após a autorização judicial, o processo segue para análise do governo, que pode validar ou barrar a extradição. O prazo para a entrega da investigada é de até 15 dias após a decisão final, podendo ser prorrogado.
Durante a tramitação do caso, a Justiça italiana já havia rejeitado pedidos da defesa, incluindo a tentativa de afastamento de magistrados responsáveis pelo processo.
A extradição foi solicitada pelo governo brasileiro após determinação do STF, que considerou a saída do país como tentativa de evitar o cumprimento da pena.
Caso seja efetivada, a transferência de Zambelli será realizada mediante acordo entre os governos do Brasil e da Itália, com acompanhamento diplomático e cumprimento dos trâmites legais previstos.
Fonte: O Globo

