Uma nova variante da COVID-19, chamada BA.3.2, foi identificada em pelo menos 23 países. A linhagem apresenta maior capacidade de escapar da ação de anticorpos em comparação com variantes predominantes atualmente, como JN.1 e LP.8.1, que são alvo das vacinas em uso.
Apesar disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que, até o momento, não há evidências de que a nova variante cause quadros mais graves da doença ou que os imunizantes disponíveis deixem de oferecer proteção contra casos severos.
A BA.3.2 foi detectada pela primeira vez na África do Sul, em novembro de 2024. Posteriormente, registros da variante surgiram em países como Moçambique, Holanda e Alemanha.
Desde o segundo semestre de 2025, os casos voltaram a crescer, chegando a representar cerca de 30% das sequências analisadas em alguns países europeus.
De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças, a cepa já foi identificada em nações como Austrália, Reino Unido, China e Estados Unidos. Até o momento, o Brasil ainda não registrou casos da linhagem.
Os sintomas associados à variante permanecem semelhantes aos das demais versões do vírus, incluindo tosse, falta de ar, náuseas, dor de cabeça e dores musculares.
Especialistas reforçam que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção, além de medidas como higienização frequente das mãos e uso de máscara em situações de risco, que ajudam a reduzir a transmissão do vírus.
Fonte: Bahia.Ba


