A BR-101 tem registrado o maior número de mortes entre as rodovias federais que cortam a Bahia. Segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram 314 vítimas fatais nos últimos dois anos — 167 em 2024 e 147 em 2025 — o equivalente a uma morte a cada três dias.

Embora a BR-116 lidere em número de acidentes no estado, com 2.043 registros no período, ela contabilizou 273 mortes. Já a BR-324 aparece entre as rodovias com mais ocorrências.
Especialistas apontam que um dos principais fatores para a gravidade dos acidentes na BR-101 é a grande quantidade de trechos de pista simples, que favorecem ultrapassagens perigosas e colisões frontais. Somente em 2025, a PRF registrou cerca de 28 mil infrações por ultrapassagem em faixa contínua nas rodovias federais da Bahia.
Dados do Guia CNT de Segurança nas Rodovias indicam que um dos trechos mais perigosos da BR-101 fica entre os km 950 e 960, no extremo sul do estado, próximo à divisa com o Espírito Santo.
Um dos acidentes mais graves registrados recentemente na rodovia aconteceu no município de Mucuri, quando uma colisão frontal entre uma minivan e uma caminhonete deixou 11 pessoas mortas, entre crianças, adultos e idosos de duas famílias.
Além da BR-101, outros trechos de rodovias federais também apresentam alto índice de mortes, como partes da BR-242, na região da Chapada Diamantina, e da própria BR-116, em áreas próximas a cidades com grande fluxo de veículos.
Levantamentos apontam que 88% dos acidentes graves ocorrem em pistas simples, onde o risco de colisões frontais é maior, especialmente durante ultrapassagens indevidas.
Mesmo com uma leve redução no número de acidentes em relação ao ano anterior, especialistas alertam que os índices ainda são elevados e reforçam a necessidade de mais fiscalização, melhorias na infraestrutura das rodovias e conscientização dos motoristas para reduzir o número de vítimas no trânsito.
Fonte: Correio
