Enquanto o salário mínimo nacional foi fixado em R$ 1.621 para 2026, um Projeto de Indicação apresentado na Câmara dos Deputados propõe que, na Bahia, o piso salarial possa chegar a R$ 1.800.

A proposta (INC nº 95/2026) é de autoria do deputado federal Léo Prates (PDT-BA) e foi coassinada por Magno Lavigne, secretário de Qualificação, Emprego e Juventude do Ministério do Trabalho. O texto sugere a criação do chamado “Salário Mínimo Baiano”, inspirado em modelos já adotados em estados como São Paulo e Rio Grande do Sul, que estabeleceram pisos regionais acima do valor nacional.
Segundo o parlamentar, a adoção de um piso estadual superior ao mínimo nacional representa uma medida de justiça social e de estímulo à economia. Na justificativa do projeto, Léo Prates afirma que o aumento da renda dos trabalhadores baianos pode gerar impacto imediato no consumo, beneficiando especialmente o comércio e o setor de serviços.
Em entrevista ao BNews, o deputado destacou que a proposta foi baseada em estudo técnico elaborado por Magno Lavigne, que aponta viabilidade econômica para a adoção de um piso maior no estado. Ele ressaltou ainda que a legislação brasileira permite que estados estabeleçam pisos regionais, desde que não sejam inferiores ao salário mínimo nacional.
Léo Prates também afirmou acreditar que o governador Jerônimo Rodrigues deverá receber a proposta de forma positiva, considerando os dados apresentados no estudo.
Magno Lavigne, por sua vez, ponderou que o valor sugerido no projeto pode fortalecer o poder de compra da classe trabalhadora, mas ainda está distante do que seria considerado ideal para o sustento de uma família de quatro pessoas. Ele citou estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, que apontam que, em janeiro de 2026, o salário mínimo necessário para atender às despesas básicas deveria ser de R$ 7.177,57, com base no custo da cesta básica.
A proposta ainda depende de análise e encaminhamentos no âmbito legislativo.
Fonte: BNews


