Moradores de Retirolândia, no nordeste da Bahia, denunciaram que funcionários da Secretaria Municipal de Educação teriam sido obrigados a participar de um evento político realizado na tarde desta sexta-feira (6). Segundo o relato, os servidores foram liberados do expediente, mas a folga estaria condicionada à presença na assinatura da ordem de serviço para a construção do novo hospital municipal.

De acordo com a denúncia, a orientação teria sido repassada pela secretária de Educação, Renilma de Oliveira Rios, por meio de mensagem em um grupo oficial da pasta. No comunicado, a secretária teria informado que não haveria expediente no período da tarde, mas que todos deveriam comparecer ao evento, sob pena de desconto no salário em caso de ausência.

“Ela deu folga hoje a todos os funcionários, mas com a condição de que todos fossem à assinatura da ordem de serviço. Quem não comparecesse teria o dia descontado”, relatou um morador, sob condição de anonimato.
Ainda segundo a denúncia, a exigência teria sido direcionada principalmente aos servidores contratados. Já os concursados que ocupam cargos comissionados poderiam perder as funções caso não comparecessem.
Moradores também questionaram o fato de a Secretaria de Educação ter suspendido as atividades para participação em um evento relacionado à área da saúde. “A obra é da Secretaria de Saúde. Mesmo assim, mobilizaram toda a Educação para um evento político”, afirmou a fonte.

Convite do prefeito
Ainda conforme o relato, o prefeito José Egnildo dos Santos, conhecido como Guene (PSB), também divulgou um áudio convidando os servidores para o evento, mas sem menção a qualquer tipo de punição.
Na gravação, o gestor pede a presença dos funcionários: “Galera, bom dia. Eu quero pedir a vocês encarecidamente que não faltem hoje na ordem de serviço, às 17h30. Eu conto com vocês”.
Outras secretarias
O portal tentou confirmar se a mesma orientação foi repassada a outras secretarias, mas não houve confirmação oficial. Um morador informou que não possui informações concretas sobre obrigatoriedade em outros setores, mas afirmou que, na Educação, a determinação teria sido direta.
A reportagem tentou contato com a secretária de Educação e com o prefeito, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
Fonte: A Tarde


