A dívida pública dos Estados Unidos ultrapassou, pela primeira vez na história, a marca de US$ 40 trilhões, consolidando o país como o maior devedor público do planeta em valores absolutos. O montante alcançado em agosto de 2026 representa mais do que o dobro da dívida registrada há uma década e chama atenção para o avanço do endividamento das maiores economias mundiais.
A marca dos US$ 40 trilhões refere-se à dívida nacional americana e é um dado atualizado. Para comparar os países de maneira internacional, no entanto, é necessário utilizar uma metodologia comum. O ranking abaixo considera a dívida bruta do governo geral, em valores aproximados em dólares, com base nas estimativas internacionais mais recentes disponíveis. O Fundo Monetário Internacional estima que a dívida pública global atingiu quase 94% do PIB mundial em 2025 e pode chegar a 100% até 2029.
Veja os 10 países com as maiores dívidas públicas em valores absolutos
| Posição | País | Dívida pública aproximada* |
|---|---|---|
| 1º | Estados Unidos | mais de US$ 40 trilhões |
| 2º | China | US$ 18,7 trilhões |
| 3º | Japão | US$ 9,8 trilhões |
| 4º | Reino Unido | US$ 4,1 trilhões |
| 5º | França | US$ 3,9 trilhões |
| 6º | Itália | US$ 3,5 trilhões |
| 7º | Índia | cerca de US$ 3,4 trilhões |
| 8º | Alemanha | cerca de US$ 3,2 trilhões |
| 9º | Canadá | cerca de US$ 2,5 trilhões |
| 10º | Brasil | cerca de US$ 1,9 trilhão |
*Os valores são aproximados e podem variar conforme a data de referência, a cotação das moedas e a metodologia utilizada. O ranking internacional utiliza dados comparáveis de dívida bruta do governo geral; o valor dos EUA foi atualizado com o dado mais recente da dívida nacional. As estimativas de 2025 mostram que Estados Unidos, China e Japão concentram sozinhos uma parcela expressiva de toda a dívida pública mundial.
Estados Unidos concentram mais de um terço da dívida pública mundial
Mesmo antes de ultrapassar os US$ 40 trilhões, os Estados Unidos já respondiam por aproximadamente um terço de toda a dívida pública mundial. Somados, Estados Unidos e China concentravam mais da metade do endividamento governamental global em 2025.
O crescimento da dívida americana está relacionado a uma combinação de fatores, entre eles déficits orçamentários recorrentes, gastos com programas sociais, despesas militares, medidas adotadas durante a pandemia e o aumento dos próprios juros pagos sobre a dívida. Atualmente, o custo dos juros se tornou uma das maiores despesas do orçamento federal americano.
Japão tem menos dívida que os EUA em dólares, mas situação proporcional é diferente
O ranking por valor total não significa necessariamente que um país esteja em situação fiscal pior do que outro. Quando a dívida é comparada com o tamanho da economia, o cenário muda significativamente.
Os Estados Unidos aparecem com uma dívida bruta do governo geral estimada em 125,8% do PIB em 2026, segundo o FMI. Já o Japão, embora tenha uma dívida total muito menor que a americana em dólares, possui uma relação dívida/PIB superior a 200%, uma das maiores entre as grandes economias.
Isso acontece porque os EUA possuem a maior economia do mundo e, portanto, uma capacidade muito maior de gerar riqueza, arrecadar impostos e financiar seus compromissos.
Brasil aparece entre os dez maiores em valores absolutos
O Brasil também figura entre os países com os maiores volumes de dívida pública do mundo em valores nominais. O tamanho da economia brasileira e o volume de títulos emitidos pelo governo colocam o país entre os principais devedores globais, embora sua posição seja muito diferente quando a análise considera apenas a proporção da dívida em relação ao Produto Interno Bruto.
Dívida mundial deve continuar crescendo
O cenário global preocupa organismos internacionais. O FMI alerta que o aumento dos gastos públicos, os juros elevados, as despesas com defesa, o envelhecimento da população e outras pressões fiscais podem continuar impulsionando o endividamento dos governos nos próximos anos.
Segundo a instituição, a dívida pública global, que estava pouco abaixo de 94% do PIB mundial em 2025, poderá atingir 100% do PIB em 2029, aumentando os riscos para as contas públicas de diversas economias.
Redação FR Notícias


