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    Brasil e Mundo

    Empresas de internet suspendem atividades em meio a ataques de facção no Ceará

    MoreiraMoreira12 de março de 20254 Minutos de Leitura
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    Provedores de internet no Ceará estão sendo forçados a suspender atividades em diversas regiões devido a uma série de ataques realizados por uma facção. Os criminosos vêm promovendo o corte de cabos, incêndio de veículos e disparos contra as sedes das empresas, afetando a prestação de serviços e deixando milhares de pessoas sem conexão.

    Desde fevereiro, os provedores de internet do Ceará estão sendo alvos de uma série de ataques promovidos por uma facção criminosa, que está cobrando das empresas parte do valor dos serviços prestados. — Foto: Reprodução

    As ações violentas já foram registradas em Fortaleza, Caucaia, São Gonçalo do Amarante e Caridade, causando um prejuízo estimado em mais de R$ 1 milhão. Além do impacto financeiro, as empresas e seus funcionários relatam um cenário de medo e insegurança diante das ameaças e da violência imposta pelos criminosos.

    Motivação dos ataques e impacto no setor

    Os ataques estão relacionados a uma tentativa de extorsão promovida por uma Facção Criminosa CV, que exigem parte do faturamento das provedoras como condição para permitir a operação dos serviços. Segundo apurações, as empresas são obrigadas a pagar uma taxa que pode chegar a 50% do valor cobrado dos clientes. Quem se recusa a pagar sofre represálias, incluindo depredação de patrimônio, roubo de equipamentos e violência contra funcionários.

    Um técnico que preferiu não se identificar relatou que trabalhadores do setor são abordados nas ruas e coagidos a interromper os serviços caso a empresa para a qual trabalham não aceite pagar a taxa exigida pelos criminosos. “Eles abordam os técnicos que estão na rua fazendo reparos e dizem que só podem atender empresas que estão fazendo pagamentos mensais para a facção. Se negar, a empresa sofre represálias: tem carros queimados, os técnicos são roubados e as lojas são depredadas”, afirmou.

    Diante da escalada da violência, algumas empresas decidiram suspender serviços. A Acnet, provedora de internet em Caucaia, interrompeu temporariamente visitas técnicas após criminosos dispararem contra sua sede no bairro Itambé. Já em Caridade, todas as prestadoras decidiram interromper as atividades e cortaram a internet de todo o município na madrugada da última terça-feira (11) como forma de protesto contra os ataques.

    Escalada da violência e ações criminosas

    Os ataques contra os provedores de internet se intensificaram desde fevereiro e seguem em escalada. Veja a cronologia dos principais atos criminosos registrados:

    11 de março: Criminosos jogaram pedras contra um veículo da empresa Brisanet no bairro Capuan, em Caucaia.

    10 de março: A fachada da Acnet, em Caucaia, foi alvejada por tiros.

    10 de março: Bandidos destruíram cabos de internet de uma operadora no município.

    9 de março: Após o governador do Ceará anunciar medidas contra a criminalidade, uma empresa foi atacada na madrugada no bairro Sítios Novos, em Caucaia.

    7 de março: Criminosos destruíram cabos de internet em Caridade, deixando 90% da população sem conexão.

    6 de março: Um carro de serviço da Brisanet foi incendiado no Conjunto Metropolitano, em Caucaia.

    22 de fevereiro: Dois veículos da Brisanet foram incendiados no bairro Jacarecanga, em Fortaleza.

    Os ataques não se restringem apenas a depredação de equipamentos e veículos. Há relatos de que criminosos também estão ameaçando diretamente os responsáveis pelas empresas para forçá-los a ceder às exigências da facção.

    Respostas das autoridades

    Diante da gravidade da situação, o governo do Ceará anunciou a criação de um grupo especial para investigar e combater os ataques. Além disso, uma operação policial realizada nesta quarta-feira (12) resultou na prisão de 12 suspeitos envolvidos nos crimes. A Secretaria da Segurança Pública também está investigando a possível ligação de 14 empresas clandestinas de internet com facções criminosas.

    O delegado Alisson Gomes, titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas, explicou que os criminosos tentam dominar o setor através da intimidação. “Eles tentam, mediante extorsão, obter parte da mensalidade da internet de cada provedor. Aqueles que não obedecem sofrem represálias, como depredação de patrimônio e ataques contra funcionários”, afirmou.

    Mesmo com as ações da polícia, as empresas do setor continuam preocupadas com a insegurança. Sem garantias de proteção, muitas prestadoras já avaliam a possibilidade de reduzir ou até encerrar suas atividades em determinadas áreas, o que pode prejudicar ainda mais o acesso à internet da população.

    A situação ainda é crítica, e o impacto das ações criminosas no setor de telecomunicações pode gerar efeitos prolongados para empresas e consumidores em todo o estado.

     

    Redação FR /com informações G1 CE

    ataques Ceará empresas de internet
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