O governo federal contabilizou dez homicídios, incluindo três vítimas indígenas, e acompanha 45 ocorrências de violência relacionadas à política desde sábado (24). Os dados foram divulgados pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (28), no Ministério da Justiça.
Segundo o ministro, os registros se intensificaram a partir de domingo (25), após a divulgação do resultado das eleições presidenciais, que elegeram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra Flávio Bolsonaro (PL), conforme informado no levantamento apresentado pelo governo.
Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina foram os estados com maior número de ocorrências, nessa ordem, de acordo com os dados apresentados por Boulos.
Entre os casos acompanhados pelas autoridades estão atropelamentos intencionais, agressões físicas, espancamentos, esfaqueamentos, disparos de armas de fogo, atentados, episódios de violência e coação contra povos indígenas, além de denúncias de abuso de autoridade e violência policial.
A maior parte dos registros ocorreu entre a noite de domingo e segunda-feira (26). Segundo Boulos, os episódios estão relacionados, em sua maioria, a reações ao resultado eleitoral.
Governo anuncia medidas para apurar os casos
O governo federal informou que acompanhará as investigações e cobrará a responsabilização dos envolvidos. A atuação será dividida conforme a natureza das ocorrências.
A Polícia Federal ficará responsável pelos crimes que se enquadrem na competência federal, enquanto os casos considerados crimes comuns continuarão sob investigação das autoridades estaduais.
Nas ocorrências que envolvam suspeitas de violência policial, o Ministério da Justiça afirmou que acionará as corregedorias das corporações estaduais e acompanhará as apurações administrativas. O governo também informou que solicitará o afastamento dos agentes envolvidos nesses episódios.
As medidas anunciadas têm como objetivo acompanhar a apuração dos casos e garantir que as responsabilidades sejam estabelecidas pelas autoridades competentes.
Fonte: Bahia Notícias

