Uma nova medida do Banco Central busca reforçar a segurança do Pix e facilitar a contestação de transações realizadas em casos de fraude. A mudança prevê que as instituições financeiras disponibilizem recursos para que as vítimas apresentem documentos que ajudem a comprovar o golpe, como boletins de ocorrência, mensagens e outras evidências relacionadas à fraude.

A medida integra as ações de aprimoramento dos mecanismos de segurança do sistema de pagamentos e tem como objetivo facilitar o rastreamento do dinheiro transferido de forma fraudulenta, aumentando as possibilidades de recuperação dos valores.
Um caso recente ajuda a demonstrar como os golpes podem ocorrer. Um aposentado recebeu uma ligação de uma pessoa que se apresentou como funcionária do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Durante o contato, ele foi orientado a escanear um QR Code sob a justificativa de que o procedimento seria necessário para liberar valores atrasados.
Após seguir as instruções, os criminosos conseguiram acessar a conta bancária da vítima e ainda tentaram contratar um empréstimo pessoal de R$ 56 mil.
Com a possibilidade de anexar documentos durante a contestação, vítimas poderão apresentar informações adicionais que auxiliem as instituições financeiras na análise das ocorrências e na identificação do caminho percorrido pelos recursos.
Apesar do reforço nos mecanismos de segurança, a medida não garante que o dinheiro será recuperado. As chances de devolução dependem, entre outros fatores, da possibilidade de localizar e bloquear os valores antes que sejam movimentados ou retirados pelos fraudadores.
Especialistas recomendam atenção diante de ligações, mensagens e abordagens que envolvam supostos problemas bancários, benefícios ou necessidade de realizar procedimentos com urgência. Golpistas costumam utilizar informações pessoais das vítimas e criar situações de pressão para induzi-las a realizar transferências ou fornecer acesso à conta.
No caso do aposentado, mesmo com a apresentação de documentos e evidências à instituição financeira, a situação segue sendo discutida na Justiça. A vítima busca a reversão dos prejuízos por meio das medidas legais disponíveis.
Fonte: Record

