O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, após passar mal. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, mas não resistiu.

Em nota, a família lamentou a morte e destacou a trajetória do ex-atleta, considerado um dos maiores nomes da história do basquete mundial. A despedida será realizada de forma reservada, restrita a familiares e amigos.
Conhecido como “Mão Santa”, Oscar enfrentava desde 2011 um tumor cerebral e passou por tratamentos ao longo dos anos. Mesmo diante da doença, manteve-se como referência de superação e dedicação ao esporte.
Ídolo do basquete brasileiro, ele teve uma carreira marcante, com cinco participações em Jogos Olímpicos — Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996 — e se tornou o maior pontuador da história das Olimpíadas, com 1.093 pontos.
Ao longo da trajetória, também acumulou passagens por clubes no Brasil e no exterior, com destaque para o basquete italiano. Pela seleção brasileira, conquistou títulos importantes, como o ouro no Pan-Americano de 1987, em Indianápolis.
Reconhecido internacionalmente, Oscar foi incluído no Hall da Fama da NBA e da FIBA, consolidando seu nome entre os maiores jogadores de todos os tempos. Seu legado permanece como um dos mais importantes da história do esporte brasileiro.
Ao longo da carreira, o ex-atleta somou quase 50 mil pontos, marca que por muitos anos o colocou como o maior pontuador da história do basquete mundial. Sua habilidade nos arremessos e desempenho em quadra ajudaram a popularizar ainda mais o esporte no Brasil.
Mesmo tendo sido escolhido no draft da NBA, Oscar optou por não atuar na liga norte-americana para seguir defendendo a seleção brasileira, decisão que marcou sua trajetória e reforçou sua identificação com o país.
Recentemente, ele havia sido homenageado pelo Comitê Olímpico do Brasil durante uma cerimônia no Rio de Janeiro, reconhecimento que simboliza a importância de sua carreira e a contribuição histórica para o esporte nacional.
Fonte: G1

