A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quinta-feira (13), a Operação Severus, que investiga um suposto esquema criminoso envolvendo contratações públicas no município de Gongogi, no Médio Rio de Contas, na Bahia. Segundo as investigações, o esquema teria também envolvido recursos federais.

A operação é um desdobramento da Operação Pacto Infame e resultou no cumprimento de 33 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). As ordens judiciais foram cumpridas nos municípios de Gongogi, Itabuna, Ilhéus, Dário Meira, Ipiaú, Ibicaraí, Valença e Eunápolis.
Entre os alvos da ação está o prefeito de Gongogi, Adriano Mendonça (Avante). Agentes da Polícia Federal estiveram na residência do gestor nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira para cumprir um dos mandados. Até a publicação desta reportagem, o prefeito não havia se manifestado sobre a operação.
O que a investigação apura
De acordo com a Polícia Federal, a investigação busca esclarecer a possível atuação de um grupo formado por agentes públicos e particulares que teria como objetivo a prática de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.
Os investigadores apontam indícios de possível direcionamento de processos licitatórios, uso de documentos falsos, simulação de procedimentos administrativos e pagamentos por serviços que não teriam sido executados ou que teriam sido realizados apenas parcialmente.
Ainda conforme as apurações, os valores supostamente desviados teriam sido posteriormente movimentados por meio de terceiros, os chamados “laranjas”, e de empresas.
Bens e valores também são alvo da operação
Além de documentos e equipamentos eletrônicos que possam contribuir para a investigação, as medidas judiciais autorizam a apreensão de dinheiro em espécie, joias e veículos relacionados aos investigados.
Também foram determinadas medidas cautelares de natureza patrimonial, incluindo o bloqueio e a indisponibilidade de valores, veículos, imóveis e outros bens, até o limite de R$ 2 milhões.
O material recolhido durante a operação será analisado pela Polícia Federal e pela CGU. A investigação continua com o objetivo de esclarecer a dinâmica do suposto esquema e identificar a eventual responsabilidade de cada envolvido.
Os investigados não são considerados culpados até o encerramento das apurações e eventual decisão judicial definitiva.
Fonte: Região em Pauta

