Conversas extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no escândalo do Banco Master, revelam que ele teria organizado e financiado uma festa com garotas de programa para o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (16) pela revista piauí e também tiveram acesso do g1. O encontro teria ocorrido no dia 28 de fevereiro de 2025, em um apartamento triplex de Vorcaro, localizado no bairro Itaim Bibi, área nobre de São Paulo.
De acordo com a reportagem, a Polícia Federal apreendeu 125 mensagens de WhatsApp relacionadas à organização do evento. As conversas indicam que o banqueiro teria contratado garotas de programa, reservado hospedagem e providenciado um chef de cozinha para a ocasião.
Entre os preparativos, uma lista de compras enviada pelo chef apontava gastos de R$ 21.121,90 com alimentos, incluindo carnes, caviar e trufas.
Mensagens citam presença de ministro e pagamento de R$ 10 mil
Durante a realização da festa, funcionários de Vorcaro trocaram mensagens relatando a chegada dos convidados e a movimentação no apartamento.
Em uma das conversas, um mordomo informou ao banqueiro que havia disponibilizado um quarto para um ministro acompanhado de cinco mulheres. Em outra mensagem, o funcionário relatou que o convidado permanecia no local durante a noite.
Segundo a reportagem, uma semana depois do encontro, uma mulher responsável por intermediar a contratação das acompanhantes procurou Vorcaro para cobrar um pagamento de R$ 10 mil, afirmando que uma das mulheres teria ficado com Kassio Nunes Marques.
As mensagens fazem parte do material apreendido nas investigações envolvendo o Banco Master. Entretanto, os diálogos, por si só, não comprovam que o ministro tenha cometido alguma irregularidade ou favorecido o banqueiro em decisões judiciais.
Ministro nega irregularidades
Em nota divulgada após a publicação da reportagem, Kassio Nunes Marques negou qualquer favorecimento a Daniel Vorcaro.
O ministro afirmou que nunca votou em benefício do banqueiro, destacando, inclusive, que já se posicionou pela manutenção de sua prisão.
Nunes Marques também declarou que nunca trocou mensagens com Vorcaro, não fez pedidos ao ex-banqueiro e não autorizou terceiros a agir em seu nome.
Segundo o magistrado, a reportagem tenta estabelecer relações entre conversas de terceiros e sua atuação à frente da Justiça Eleitoral.
O caso ganhou repercussão nacional em meio às investigações sobre o Banco Master e às discussões envolvendo possíveis relações entre integrantes do sistema financeiro e autoridades do Judiciário.
REDAÇÃO FR NOTÍCIAS
Fonte: g1, com informações da revista piauí.



