A investigação sobre o assassinato da professora aposentada Vivaldina de Jesus Bonfim, de 64 anos, em Santa Rita de Cássia, no oeste da Bahia, revelou um dos detalhes mais cruéis do crime. Segundo a Polícia Civil, um dos suspeitos utilizou os dedos da vítima para realizar saques bancários por biometria em uma agência do Banco do Brasil, no município de Serrinha, na região sisaleira.

De acordo com as investigações, a quebra do sigilo bancário apontou a realização de quatro saques, que totalizam R$ 18 mil. Três deles teriam sido efetuados por Cristiano Machado de Oliveira, de 26 anos, um dos investigados presos pelo crime. Uma quarta tentativa de saque não foi concluída porque, conforme a polícia, os dedos da vítima já estavam em avançado estado de decomposição.
Crime foi cometido dentro da residência
O homicídio ocorreu no dia 7 de junho, na casa da professora, localizada no centro de Santa Rita de Cássia. O corpo de Vivaldina foi encontrado por familiares no banheiro da residência, enrolado em um lençol, após dias sem contato com a aposentada.
Segundo a Polícia Civil, a vítima foi asfixiada e, em seguida, atingida por golpes de faca. As investigações também apontam que seus dedos foram amputados para permitir a realização de transações bancárias por meio da biometria.
Além dos saques, os suspeitos teriam levado cartões bancários, telefone celular e outros objetos da residência. A polícia informou ainda que os cartões e as senhas da vítima foram utilizados para realizar retiradas de dinheiro em Barreiras. O aparelho celular da professora também teria sido vendido pelos investigados.
Motivação estaria ligada a suposto esconderijo de dinheiro
As investigações indicam que o crime foi motivado pela crença de que Vivaldina mantinha dinheiro e joias escondidos em um cômodo da residência.
De acordo com o delegado Leandro Mendes Júnior, a afilhada da vítima, Maria Eunice Leite de Souza, de 42 anos, teria informado aos demais envolvidos que a professora possuía um quarto trancado onde guardava objetos de valor.
Ainda segundo a Polícia Civil, Maria Eunice levou o marido, João de Souza Andrade, de 35 anos, e o genro, Cristiano Machado de Oliveira, até a casa da aposentada sob o pretexto de realizar uma obra no imóvel. A filha de Maria Eunice, Vitória Souza dos Santos, de 23 anos, também foi presa por suspeita de participação no crime.
Sobrinho chegou a ser preso, mas foi inocentado
Durante a fase inicial das investigações, um sobrinho da professora chegou a ser preso após ser citado por um dos investigados. No entanto, ele foi colocado em liberdade cerca de 24 horas depois, após a Polícia Civil concluir que não havia qualquer indício de participação dele no crime.
“Vivaldina era uma pessoa muito querida pela comunidade, e a cidade ficou profundamente abalada com a brutalidade desse crime”, afirmou o delegado Leandro Mendes Júnior.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil como latrocínio, crime caracterizado por roubo seguido de morte.
Fonte: Vem Ver Cidade.

