A Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, Canadá e México, tem sido alvo de críticas crescentes relacionadas não apenas aos altos preços dos ingressos, mas também à postura do governo norte-americano em relação a atletas, delegações e visitantes estrangeiros.
Entre os críticos está o jornalista Mauro Cezar Pereira, que afirmou que o Mundial estaria sendo “sequestrado” politicamente. Segundo ele, a Fifa tem adotado uma postura de submissão diante das decisões do governo dos Estados Unidos, abrindo mão da neutralidade que historicamente procura defender em suas competições.

As críticas aumentaram após relatos de dificuldades enfrentadas por integrantes de delegações esportivas e profissionais ligados ao futebol para ingressar no país. Além dos rigorosos controles migratórios, setores da imprensa esportiva apontam que atletas e visitantes têm sido submetidos a procedimentos considerados excessivos, sendo tratados, em alguns casos, como potenciais suspeitos durante o processo de entrada em território americano.
Também repercutiram denúncias sobre restrições e obstáculos enfrentados por árbitros, membros de comissões técnicas e representantes de entidades esportivas para obtenção de autorização de entrada nos Estados Unidos. Para especialistas, situações desse tipo colocam em risco a imagem de universalidade e integração que a Copa do Mundo busca transmitir.
Outro ponto de forte contestação envolve os vistos exigidos pelo governo norte-americano. Além dos custos elevados, os longos processos burocráticos e a dificuldade para obtenção da documentação necessária podem limitar a presença de torcedores de diversos países, especialmente daqueles com menor poder aquisitivo.
A insatisfação também alcança os preços dos ingressos. Muitos torcedores consideram os valores incompatíveis com a realidade econômica da maior parte do público apaixonado por futebol. Somados aos gastos com vistos, hospedagem e transporte, os custos para acompanhar a competição podem tornar a Copa de 2026 uma das mais caras da história.
Diante desse cenário, cresce a percepção entre jornalistas, analistas e torcedores de que a Fifa tem evitado confrontar decisões do governo norte-americano para preservar a realização do evento, postura que vem sendo interpretada por críticos como um sinal de subserviência da entidade aos interesses políticos e econômicos do país que receberá a maior parte das partidas do Mundial.
Apesar das críticas, a Fifa segue defendendo a organização do torneio e afirma que a Copa do Mundo de 2026 será a maior da história, reunindo 48 seleções e ampliando o alcance global do futebol.
Redação Fr Notícias/informações Uol
