Os corpos de dois dos quatro baianos encontrados mortos em João Pessoa, na Paraíba, foram sepultados neste domingo (5), no município de Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina. A informação foi confirmada pelo secretário de Desenvolvimento e Assistência Social da cidade, Geraldo Miguel.

O velório de Sidclei Silva, de 21 anos, e Gismário Santos, de 23, foi realizado na quadra poliesportiva do bairro Caixa D’Água. O sepultamento ocorreu por volta das 10h, no cemitério local, reunindo familiares, amigos e moradores da cidade.
Imagens registradas durante a despedida mostram uma grande mobilização popular, com um cortejo que percorreu ruas do município. Motociclistas também acompanharam a passagem de um dos caixões até o local do velório, em um gesto de homenagem às vítimas.
As outras duas vítimas, identificadas como Lucas Bispo e Cleibson Jaques, devem ser sepultadas no município de Campo Formoso. Até o momento, não há detalhes confirmados sobre os horários e locais das cerimônias.
Os quatro homens foram encontrados mortos em uma área de mata na cidade de João Pessoa. Naturais do interior da Bahia, eles haviam se mudado para a Paraíba há cerca de dois meses para trabalhar na construção civil e estavam desaparecidos desde a última terça-feira (31). A identificação dos corpos foi realizada na sexta-feira (3), pelo Instituto Médico Legal (IML).
As vítimas estavam hospedadas há cerca de 15 dias em uma casa de apoio no município de Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa, onde atuavam em uma obra.
Eles foram identificados como:
Cleibson Jaques, de 31 anos, natural de Campo Formoso;
Lucas Bispo, também de Campo Formoso;
Sidclei Silva, de 21 anos, de Morro do Chapéu;
Gismário Santos, de 23 anos, também de Morro do Chapéu.
Em entrevista à TV Cabo Branco, familiares de Gismário relataram que o trabalhador havia se mudado recentemente para a Paraíba a trabalho. Segundo a mãe, ele já viajou empregado, acompanhando a equipe da empresa, passando antes por outras cidades.
A esposa da vítima também afirmou que a mudança ocorreu de forma repentina e que o marido demonstrou insegurança por não conhecer a região. O último contato entre eles aconteceu na noite da terça-feira (31), pouco antes do desaparecimento, sem qualquer indício de risco.
Após isso, ele não respondeu mais às mensagens, e as ligações passaram a ser recusadas. Inicialmente, a família acreditou se tratar de um problema no celular, até receber a confirmação da morte.
As circunstâncias das mortes ainda são investigadas pelas autoridades da Paraíba.
Fonte: G1 Bahia
