O urologista Samuel Juncal é um dos alvos da Operação Brilho do Amanhã, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia nesta quinta-feira (27) para investigar suspeitas de estupro de vulnerável, produção e armazenamento de pornografia infantil. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na residência do médico, localizada no bairro da Barra, em Salvador. Não havia mandado de prisão contra ele.

Samuel Juncal é formado pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e possui residência em cirurgia geral e urologia, além de mestrado e doutorado na área. Também realizou formações em cirurgia laparoscópica e robótica na Alemanha e nos Estados Unidos. O médico atuou como professor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), foi preceptor do Hospital Universitário Professor Edgar Santos e atende no Hospital Aliança, da Rede D’Or.
Após o início da operação, Juncal desativou as redes sociais. No Instagram, mantinha cerca de dois mil seguidores e publicava conteúdos relacionados à saúde do homem. Ele é casado e tem uma filha.

Defesa afirma que médico é inocente
Em nota, a defesa afirmou que Samuel Juncal é inocente e classificou as acusações como “infundadas e caluniosas”. Segundo os advogados, o médico colabora com as autoridades e com o Poder Judiciário. A defesa também considerou a busca e apreensão “desnecessária e desproporcional” e afirmou ter indicado testemunhas à polícia que poderiam contribuir para esclarecer os fatos.
A reportagem procurou a Rede D’Or e o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) para saber se haverá algum posicionamento sobre o caso. Até a última atualização, não houve retorno.

Operação mobiliza cerca de 120 policiais
A Operação Brilho do Amanhã mobiliza cerca de 120 policiais e cumpre mandados em Salvador, Lauro de Freitas, Itagi, Seabra, São Félix e Conceição do Coité. Na capital, as equipes atuam em bairros como Barra, Arraial do Retiro, Arenoso, Costa Azul, Ilha Amarela, Santa Cruz, Calabetão, Pernambués, Fazenda Grande do Retiro, Vila Laura e Paripe.
As ações também têm como foco crimes praticados no ambiente digital, com apreensão e análise de dispositivos eletrônicos para identificar suspeitos, possíveis redes criminosas e outros envolvidos.
A operação é coordenada pelo Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV) e conta com a participação de diferentes unidades da Polícia Civil, além do Departamento de Polícia Técnica (DPT), Polícia Militar da Bahia e Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap).
Fonte: Correio

