A confirmação de um novo caso de raiva bovina em Santa Catarina elevou para 27 o número de mortes de animais provocadas pela doença em 2026, acendendo um novo alerta para produtores rurais e autoridades sanitárias. O caso mais recente foi registrado no município de Itapiranga, no Oeste do estado, na mesma propriedade rural onde um foco da enfermidade já havia sido confirmado no mês de julho.

Segundo a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), o novo diagnóstico reforça a necessidade de intensificar as medidas de prevenção, principalmente a vacinação dos rebanhos e o monitoramento da presença de morcegos hematófagos, principais transmissores do vírus.
Ao longo deste ano, os registros da doença já atingiram 14 municípios catarinenses. O maior número de mortes foi registrado em Pescaria Brava, com seis casos, seguido por Chapecó, com quatro, e Orleans, com três ocorrências. Também foram confirmados casos em Angelina, Gravatal, Itapiranga, Apiúna, Bocaina do Sul, Caçador, Criciúma, Indaial, Major Gercino, São Francisco do Sul e São José do Cedro.
Doença não tem cura e pode atingir outros animais e seres humanos
A raiva bovina, também conhecida como raiva dos herbívoros, é uma doença viral que compromete o sistema nervoso central e não possui tratamento. Além dos bovinos, o vírus pode infectar equinos, ovinos, caprinos, suínos, animais silvestres e até seres humanos.
A transmissão ocorre principalmente por meio do morcego-vampiro (Desmodus rotundus), que transmite o vírus através da saliva ao morder os animais para se alimentar de sangue. Após a infecção, o período de incubação costuma variar entre 30 e 90 dias.
Sintomas exigem atenção dos produtores
Entre os principais sinais clínicos observados nos animais estão:
- Alteração de comportamento;
- Perda de apetite;
- Salivação excessiva;
- Falta de coordenação motora;
- Fraqueza;
- Dificuldade para permanecer em pé.
Ao apresentar esses sintomas, o animal deve ser imediatamente isolado e o caso comunicado ao serviço oficial de defesa agropecuária.
Vacinação continua sendo a principal forma de prevenção
Diante do avanço da doença, a Cidasc orienta os pecuaristas a manterem a vacinação dos rebanhos em dia e a comunicarem qualquer suspeita de focos da doença ou da presença de morcegos hematófagos em propriedades rurais.
As autoridades também recomendam a inspeção de locais que possam servir de abrigo para esses animais, como cavernas, troncos ocos, casas abandonadas, telhados e porões.
O aumento dos casos registrados em 2026 reforça a importância da vigilância sanitária e da adoção de medidas preventivas para evitar novos prejuízos à pecuária e reduzir o risco de disseminação da doença.
Fonte: Globo Rural / Cidasc.

